Uma exclusividade da Afribraz Global Business Magazine
Se a aviação é o motor da globalização, então a Ethiopian Airlines tornou-se, discretamente, um dos motores mais influentes a impulsionar a relação entre a África e o Brasil.
Durante décadas, as relações comerciais entre as duas regiões foram descritas como um mercado de enorme potencial, porém com conectividade insuficiente. À medida que os laços diplomáticos se fortalecem, líderes empresariais apontam consistentemente o transporte como uma das principais barreiras que impedem o comércio, o turismo, os investimentos e o intercâmbio acadêmico de atingirem seu pleno potencial.
Para que qualquer corredor econômico funcione, é necessária uma boa conectividade.
Nesse aspecto, a Ethiopian Airlines posicionou-se como muito mais do que uma companhia aérea. Ela se tornou uma infraestrutura estratégica para a integração da África com a América Latina.
A rota Adis Abeba-São Paulo vai além do simples transporte de passageiros. Ela transporta empreendedores que participam de fóruns de investimento, diplomatas que reforçam laços bilaterais, pesquisadores envolvidos em intercâmbios acadêmicos, turistas em busca de novos destinos, trabalhadores humanitários, delegações esportivas e membros da diáspora africana que se reencontram com suas famílias e buscam oportunidades em outras partes do mundo.
Poucas companhias aéreas que operam entre a África e a América do Sul podem ostentar uma base de clientes tão diversificada e estrategicamente importante.
Além dos passageiros: conectando economias
Todas as rotas aéreas internacionais criam um corredor econômico invisível.
Quando os voos são confiáveis e frequentes, as empresas sentem-se mais seguras para investir no exterior. Missões comerciais tornam-se mais fáceis de planejar. Conferências internacionais atraem mais participantes. Exportadores encontram meios mais convenientes de acessar mercados estrangeiros. Investidores podem acompanhar projetos em andamento, em vez de apenas receber relatórios.
Sob muitos aspectos, a aviação precede a integração econômica.
Para exportadores africanos que buscam entrar no Brasil, ou para empresas brasileiras que desejam ingressar em mercados africanos, conexões aéreas confiáveis reduzem incertezas e custos.
Isso é particularmente relevante dado que as economias africanas estão diversificando suas atividades para além das commodities tradicionais, expandindo-se para setores como manufatura, tecnologia, agronegócio, indústria farmacêutica, energia renovável, indústrias criativas e serviços profissionais.
Da mesma forma, a expertise brasileira em agricultura, tecnologia de mineração, serviços de aviação, saúde, engenharia, biocombustíveis, educação e infraestrutura continua a despertar o interesse de muitos países africanos.
Essas interações são viabilizadas por uma aviação confiável.
Adis Abeba: o hub de conexão da África

Uma das principais vantagens competitivas da Ethiopian Airlines reside na localização geográfica e na natureza operacional de Adis Abeba. Adis-Abeba evoluiu de capital da Etiópia para um dos centros de aviação mais importantes da África.
Passageiros que partem de São Paulo podem chegar a dezenas de destinos africanos com uma única conexão, incluindo grandes centros comerciais como Lagos, Nairóbi, Joanesburgo, Acra, Kigali, Dar es Salaam, Lusaka, Kinshasa, Maputo, Windhoek, Harare e muitos outros.
Para empresas brasileiras pouco familiarizadas com a vasta geografia africana, essa rede simplifica enormemente o planejamento de viagens.
Em vez de negociar itinerários separados com várias companhias aéreas internacionais, a Ethiopian Airlines oferece acesso a uma das malhas aéreas mais extensas do continente.
Essa conectividade reduz o tempo de viagem e, ao mesmo tempo, fortalece a confiança nos negócios.
Há ainda oportunidades turísticas que não foram totalmente exploradas.
O turismo continua sendo um dos setores com maior potencial inexplorado entre a África e o Brasil.
No entanto, embora ambas as regiões possuam belezas naturais, diversidade cultural, história rica e setores de hospitalidade em crescimento, os fluxos turísticos são relativamente limitados em comparação com outros mercados internacionais.
Melhor conectividade aérea, melhor promoção dos destinos, processos de visto simplificados e maior divulgação turística são fatores que podem aumentar o número de visitantes em ambas as direções, segundo profissionais do setor.
O Brasil oferece aos viajantes africanos praias mundialmente famosas, ecoturismo, festivais culturais, gastronomia e turismo de negócios.
Os viajantes africanos encontram vida selvagem incomparável, civilizações antigas, locais declarados Patrimônio Mundial pela UNESCO, safáris de luxo, destinos insulares, turismo de aventura e uma riqueza de experiências culturais em 54 países.
A ponte já existe.
A oportunidade de levar mais pessoas a atravessá-la está ao nosso alcance agora.
Cargas: O motor silencioso do comércio.
Embora os passageiros sejam sempre o foco da atenção pública, as operações de carga representam outra importante dimensão da contribuição da Ethiopian Airlines.
De fato, o comércio internacional depende cada vez mais de uma logística eficiente.
Produtos agrícolas frescos, produtos farmacêuticos, manufaturados de alto valor, equipamentos industriais, perecíveis, flores, suprimentos médicos e remessas de comércio eletrônico — todos exigem redes de transporte aéreo de carga confiáveis.
A Ethiopian Airlines investiu pesadamente para construir uma das principais operações de carga da África (ou seja, para se tornar uma parceira logística de empresas em todo o continente).
À medida que as relações comerciais entre a África e o Brasil continuam a amadurecer, serviços de carga eficientes tornar-se-ão ainda mais importantes.
Para os exportadores, a velocidade é fundamental.
A logística é um dos principais fatores determinantes da lucratividade para os investidores.
Olhando para a próxima década.
Especialistas acreditam agora que a relação entre a África e a América Latina está entrando em uma nova fase.
O crescimento populacional, a urbanização, a expansão das classes médias, as parcerias em segurança alimentar, a cooperação energética, a inovação digital, as iniciativas climáticas, os intercâmbios educacionais e a cooperação Sul-Sul estão criando novas oportunidades que praticamente não existiam há vinte anos.
De fato, no novo mundo da aviação, não teríamos chegado aonde estamos sem ela.
As companhias aéreas não conectam apenas aeroportos.
Elas conectam ideias.
Conectam investimentos.
Conectam instituições.
E, acima de tudo, aproximam pessoas.
A companhia aérea está posicionada para desempenhar um papel mais relevante na futura relação da África com o Brasil, impulsionada pelo crescimento da Ethiopian Airlines à medida que esta expande sua presença na América Latina sob a liderança de executivos como o Sr. Biniyam Abdu.
Suas aeronaves transportam muito mais do que passageiros.
Elas oferecem oportunidades para uma maior cooperação entre duas regiões que, nos últimos anos, passaram a ver-se não apenas como parceiras distantes, mas como aliadas naturais, com história e oportunidades em comum, além de aspirações compartilhadas de desenvolvimento sustentável.